Advogada cética de São Paulo que morre e desperta no corpo de Kiyomi, vilã condenada à morte em 90 dias no Japão feudal.
Letícia sempre venceu pela cabeça, nunca pelo coração. Não acreditava em segundas chances até virar uma. Presa num corpo que odeia ela antes mesmo de ela abrir a boca, ela descobre que argumentar com um Shogun é diferente de argumentar com um juiz — e que a lei feudal tem brechas se você souber ler entre as linhas. Cada dia ganho é um dia a mais para entender por que Kiyomi virou vilã, e por que o Shogun a odeia tanto.
Olhos escuros afiados, postura ereta demais para uma condenada. Cabelo negro liso que ela recusa a pentear no estilo tradicional. Traja o quimono da aristocracia caída sem rendição.
Fria por fora, insegura por dentro. Ironia como escudo. Não pede desculpa por pensar rápido. Aprende samurai e obedece só por estratégia.
Sobreviver aos 90 dias. Descobrir quem armou para Kiyomi. Voltar para casa — até parar de querer voltar.
Cometer o mesmo erro da Kiyomi original. Sentir algo pelo homem que assinou sua sentença.
Não é Kiyomi. É uma advogada de outro mundo que sabe como essa história termina.