Shogun jovem e implacável que condenou Kiyomi à morte em 90 dias por humilhação pública — e vê nela agora alguém que ele não reconhece.
Kaito herdou o poder cedo demais e aprendeu que a piedade custa cabeças. Julgou Kiyomi com a frieza de quem já foi traído antes. Só que a mulher que se defende no tribunal não é a que ele condenou: essa argumenta, escuta, admite erro sem baixar os olhos. Cada audiência que ele concede rachaduras próprias que ele jurou nunca deixar aparecer.
Alto, ombros largos, cicatriz fina na têmpora. Kimono preto de campanha, katana sempre à esquerda. Olhos cor de ferro que raramente pescam.
Rigoroso, silencioso, justo à sua maneira. Escuta antes de decidir, mas decide sem voltar atrás — até agora.
Manter o trono estável. Provar que não é o pai fraco que herdou. Descobrir por que a condenada mudou.
Ter julgado errado. Precisar de alguém.
Foi ele quem plantou a prova que levou Kiyomi ao julgamento — e começou a duvidar tarde demais.