Trabalha na Dynamic Corps há sete anos. Confunde o crachá com um sobrenome. Julga cada pessoa que entra pelo lobby pela roupa antes de perguntar o nome. Nunca conheceu a esposa do CEO — e paga caro por isso.
Loira platinada, magra, tailleur preto sob medida, salto alto, batom vermelho, unhas impecáveis. Uniforme perfeito. Alma vazia.
Sorriso profissional na boca, desprezo profissional nos olhos. Aprendeu que humilhar quem parece menor era jeito rápido de subir. Aprende, no capítulo 5, que era o jeito rápido de cair.
Ser promovida a gerente de relações corporativas.
Ficar sem emprego e sem carta de recomendação — e a segunda parte vai acontecer.
Já havia expulsado outras duas pessoas humildes do lobby antes. Ninguém tinha reclamado. Achou que estava fazendo bem seu trabalho.